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Ozivan Perdigão Santos lança livro sobre a realidade da pessoa surda no Brasil

A obra é inspirada  na trajetória de vida de um professor surdo e suas experiências com a Libras.

O escritor durante o lançamento do livro em Santa Catarina. Foto: Reprodução/Facebook

Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias, com certeza, foi à escolha do tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2017, o mais importante programa de ingresso ao ensino superior do País. Diferente do que muitas pessoas aguardavam, o INEP, organizador do certame, surpreendeu os candidatos com um tema para lá de importante, mas que é desconhecido de muita gente:  Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil.

O nosso site conversou com Ozivan Perdigão Santos, mestre em educação e especialista em técnicas de tradução e interpretação de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).  Ele lançou recentemente o livro “Interpretação de Libras: Retextualizando sinalizações de um professor surdo”.

Confira a entrevista.

LDT: Como surgiu a ideia de lançar o livro voltado para este segmento?

OZIVAN: O livro é resultado de minha pesquisa de mestrado, a editora se interessou pelo tema abordado e decidiu me convidar para transformá-la em um livro.

LDT: Quanto tempo você levou para montar o projeto e finalizá-lo?

OZIVAN: Durante três anos e meio de estudos sobre e minhas experiências na área de interpretação de Libras ajudaram muito para realização desta obra.

LDT: O que você buscou destacar dentro da narrativa?

OZIVAN: O livro parte de uma narrativa em Libras emitida por um professor surdo, um dos elementos que foi destacado no trabalho é a trajetória de vida do professor Cléber Couto e suas experiências com a Libras.

LDT: De que maneira você acredita que ele pode contribuir para as pessoas surdas e seus familiares?

OZIVAN: Mostrando que a realidade das pessoas surdas é uma luta constante pelos direitos de ser e agir como surdos, e a existência dos profissionais intérpretes de Libras, profissionais cada vez mais em ascensão no Brasil.

LDT: No seu ponto de vista, quais as maiores dificuldades de uma pessoa surda, principalmente no ensino paraense?

OZIVAN: Ausências de respeitos as políticas públicas em relação à escola, bem como o acesso linguístico, social e cultural das pessoas surdas nos espaços onde transitam. Infelizmente em nosso Estado as esferas governamentais não dão atenção devida aos recursos base para o bem estar dessas pessoas, começando pela Educação.

LDT: Quais as maiores dificuldades de se trabalhar com a educação de pessoas surdas no Pará? As escolas estão preparadas? Existem profissionais suficientes para o atendimento da demanda de alunos matriculados?

OZIVAN: Uma das principais dificuldades são os recursos necessários para tal Educação de excelência, uma escola com intérpretes de Libras, livros adaptados em Libras, entre outros, e a busca da escola bilíngüe, onde o surdo deseja ser ensinado em Libras pelas Libras, seja qualquer disciplina do currículo escolar o profissional da Educação deve saber tal língua.

LDT: Este ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) trouxe como tema da redação: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Como você ver a proposta da temática, e de maneira ela pode ajudar na exploração desse assunto na sociedade?

OZIVAN: Excelente. De extrema relevância. Creio que o susto serviu para repensarmos sobre como tratamos com invisibilidades no nosso dia a dia.

LDT: Como educador o que você deseja para o ensino de pessoas surdas em nosso país?

OZIVAN: Respeito aos seus direitos, e que eles (surdos) cumpram seus deveres como qualquer pessoa comum, um cidadão brasileiro.

SERVIÇO

O livro pode ser adquirido clicando aqui.

Autor admin

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