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Geysa Diniz chega aos 40 e revela o segredo do equilíbrio

A idade é só um número e o que me define na realidade é quem eu sou

Geysa Diniz. Foto: Divulgação

Paraense de Belém, Geysa Diniz é uma das mais importantes empresárias da aérea de eventos paraenses. Caçula de cinco filhos, e recém chegada aos 40 anos, ela é referência de personalidade e persistência.

Desde cedo, aprendeu a lidar com as perdas e fez das dificuldades metas de uma vida melhor. E como tudo o que fez e faz, sem medo, abriu o coração ao nosso site e conta nesta entrevista o que comemora aos 40.

Como é a Geysa no dia-a-dia?

Sou muito coração, super chorona, às vezes ao extremo.  Mas também muito alegre. Sou daquelas que faço piada de si mesma.

O que recorda da infância e adolescência?

Tive uma infância boa, de muitas brincadeiras e bem moleca… A parte ruim foi à separação dos meus pais, situações difíceis para uma criança assimilar.  O que mais sinto falta é do tempo que eu brincava na rua até a noite ou ficava sentada na calçada de casa conversando com os amigos, coisas impossíveis de fazer nos dias de hoje, com tanta violência.

Considero que tive uma adolescência até certo ponto tranquila, com as descobertas de um corpo novo. Sempre fui mais tardia que a maioria das minhas amigas em certas questões, era muito inocente, em algumas situações sou até hoje. Mas o que sempre quis, foi trabalhar desde nova, com 15 anos já corria atrás das minhas coisas e com 18 anos já tinha carteira assinada, me sinto orgulhosa (risos).

Quem é a sua maior referência e inspiração de vida?

Minha maior referência de vida é meu pai, vivo me declarando pra ele. Ele é minha inspiração, somos muito amigos e temos uma ligação muito forte, coisa de alma. Eu sou muito apaixonada por ele.

Como foi a sua qualidade de vida pré 40 anos?

Há alguns anos não parava para pensar como eu estaria aos 40 anos, às vezes acho que esse tempo não passou, porque envelhecer não é fácil, principalmente para as mulheres. Falando fisicamente, eu acredito que meu maior aliado seja o meu biótipo, desde criança como bem e nunca gostei de exageros, como doces, frituras, etc… Mas tento comer de tudo um pouco com moderação. Quanto aos exercícios físicos, procuro seguir uma rotina e que muitas vezes não consigo cumprir (risos). Foi algo que me veio com mais vontade a partir dos 30 anos, lógico que estou longe de ser um exemplo fitness, porém me cuido na medida do possível e sem neuras.    

Você enfrentou algum preconceito por ser mulher ou dificuldade para se estabilizar no mercado como empresária?

Dificuldades eu sempre passei e passo até hoje, sou de família humilde e desde cedo trabalhei para pagar os estudos e ajudar na minha casa. Dentro desses vários anos de trabalho já passei por diversas áreas e ainda não consegui nem 50% do que almejo. E sinceramente falando, sou muito grata todos os dias pelo muito e pelo pouco que eu tenho e não desisto fácil, erro muito e acerto algumas vezes, desistir nunca, não me dou por vencida tão rápida, quando caio eu me levanto logo e segue o baile, como dizem por aí…    

O que comemorar aos 40?

Nossa, quando penso que já me encontro na casa dos 40 (risos) só tem uma palavra que me vêm a cabeça que é “gratidão”, por esses anos de vida, de aprendizados, de momentos bons, alegrias, etc… é isso que me importa, a parte ruim quero deixar lá atrás. E pensar que tudo que passei durante esses anos me fez ser a mulher que sou hoje e me orgulho muito disso. Quanto aos planos futuros ? sonhar sempre, correr atrás dos meus objetivo pessoais e profissionais e depois deixar tudo nas mãos de Deus, porque só Ele tem os melhores planos para a nossa vida.

Qual o seu maior medo?

Acredito que meu maior medo é de perder as pessoas que amo, isso realmente é algo que nem gosto de pensar, espero que eu tenha muita saúde pelos próximos anos e ainda aproveitar tudo de bom que essa vida pode me oferecer. Os anos passam e então nos damos conta como é maravilhoso viver e valorizar cada momento como se fosse único e especial.

Como você ver a mulher moderna. Se sente referência para elas?

A cada dia que passa admiro mais as mulheres, nos tornamos fortes, empoderadas e lutadoras de nossos direitos, e essa luta acredito ser especialmente dessa nova geração que já recebe um turbilhão de informações através da internet e que antes não tínhamos acesso. Tenho várias amigas na faixa etária entre 20 a 27 anos e percebo o quanto são maduras e que eu nessa idade não tinha nem a metade da vivência dessas “meninas”, e claro que me vejo como referência, sendo uma mulher trabalhadora, que se permite ser dona do nariz, correr atrás de minhas realizações e ser autêntica, não sou uma feminista que luta por mulheres independentes, que não precisam de maridos, etc… Sou da opinião que devemos ser feliz com um companheiro sim, mas que a nossa felicidade seja independente de termos um homem ao lado, que temos que ser feliz pelo que somos.   

O que mais te chateia e o que mais alegra?

O que me chateia muito é hipocrisia, como apontar o dedo para os erros dos outros e não olhar os seus próprios, o famoso pré-julgamento e a capacidade que uma pessoa tem de exigir das outras aquilo que não pratica. Na real, todo mundo erra e o meu erro não é maior e nem menor que o do outro e estamos nessa vida para aprender todos os dias. Por fim, as coisas que mais me alegram é estar com a minha família ou amigos, jogando conversa fora, falando besteira e dando muita risada independente do lugar que a gente esteja, esses com certeza são os melhores momentos da minha vida.

Como gostaria de ser lembrada pela próxima geração?

Gostaria de ser lembrada do jeito que as pessoas me vêem hoje, como uma mulher batalhadora, alegre, bonita, amiga, etc… Sou forte independente de ter 40, 50 ou 60, porque como sempre falo, a idade é só um numero e o que me define na realidade é quem eu sou.      

“Há alguns anos não parava para pensar com eu estaria aos 40 anos, às vezes acho que e esse tempo não passou”

Autor admin

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