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De papeis importantes na dramaturgia

Adriano Barroso deu vida ao cabloco Plácido, figura que originou o Círio de Nazaré

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Adriano e Daniel de Oliveira, no filme Órfãos do Eldorado. Foto: divulgação

Mocinho, vilão, revolucionário ou galã, Adriano Barroso, tem incorporado inúmeros papeis importantes ao longo de mais de 25 anos de carreira na dramaturgia brasileira, seja no cinema, nas novelas, no teatro ou no audiovisual.

Quem ver o paraense deslizando em grandes papeis, não imagina que o quinto filho de uma família oriunda do estado do Ceará, quase se torna um atleta. Entretanto uma fratura na perna acabou definitivamente com a carreira improvável. Algo que no começo, segundo ele, para o pai foi uma decepção, mas hoje é algo positivo. O próprio ator se orgulha de afirmar: “minha carteira de trabalho é uma “farra””. De metalúrgico a professor, longos e longos foram os caminhos até a dramaturgia.

Adriano, no Teatro. Foto: divulgação
Adriano, no Teatro. Foto: divulgação

O primeiro papel no teatro ainda é fresco na memória: “Zumbi dos Palmares”, papel principal da peça “O Negro no Brasil”, montado pela escola técnica da Universidade Federal do Pará. A partir daí vieram dezenas de personagens em produções regionais e nacionais, a maioria ligado a cultura popular, todavia já no audiovisual, entre outros: Lendas Amazônicas, Matinta e Matinta pereira, o Periscópio, Araguaya – Conspiração do Silêncio, Dezembro, Órfãos do Eldorado, Serra Pelada, A última estação, e O sol do meio dia.

Para Adriano o personagem “Plácido”, do curta “Lendas Amazônicas”, que abordou, entre outros, a história de religiosidade dos católicos paraense no Círio de Nazaré foi o que deu notoriedade no audiovisual: “Devo a esse personagem minha incursão no cinema, esse foi o melhor retorno, pois uma vez no set de cinema o vírus me pegou totalmente”.

Aos grande papeis

Com Norton Nascimento no Aragaya- Conspiração do Silêncio. Foto: divulgação
Com Norton Nascimento e Françoise Forton no Aragaya- Conspiração do Silêncio. Foto: divulgação

Com o bom desempenho nas produções regionais, os holofotes apontaram novos horizontes em grandes produções, tanto no cinema com os filmes Serra Pelada, Orfãos do Eldorado e Aragaya- Conspiração do Silêncio, ou nas novelas, como Cheia de Charme, Vidas em Jogo e Vernissage, todos dirigidos por diretores de influência no país, além de contracenar com atores de renomes, tais como Françoise Forton, Selton Melo, Daniel de Oliveira, Mariana Rios, Sophie Charlotte, Juliano Cazarré, Júlio Andrade, Wagner Moura  e Matheus Nachtergaele.

Adriano, Dira Paes, o diretor, e demais atores do Órfãos do Eldorado. Foto: divulgação
Adriano, Dira Paes, o diretor, e demais atores do Órfãos do Eldorado. Foto: divulgação

Ao longo de sua carreira formou-se uma relação de amizade com dois atores paraenses em destaque no cenário nacional: Dira Paes, e Norton Nascimento (In memoriam), falecido em dezembro de 2007.

A relação com Dira Paes: “Eu e Dira somos amigos de muito tempo. Apesar de estar muito tempo fora de Belém, ela não se furta em ajudar a dar impulso ao áudiovisual paraense. É uma parceira e uma ponte muito importante que tenho no Rio também. É minha madrinha de casamento. É sempre bom aprender com quem tem muita estrada. Dira sabe muito de cinema e me ensinou muita coisa na contracena”. Com Norton, Adriano atuou no filme “Aragaya – Conspiração do Silêncio”: “Fiz muitas amizades, que perduram até hoje. Sinto muitas saudades do Norton, que nos deixou há algum tempo, nos tratávamos como irmãos e ele sempre foi um ‘parceirão’. Foi uma experiência muito edificante”.

Assista Adriano no curta metragem -Matinta

Autor admin

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